Orgulho
Quando
acordei Jennifer já havia ido, e deixado um bilhete que dizia:
Obrigado, mas é como você disse:
é melhor não nos conhecermos e fingirmos que isso nunca aconteceu.
Nossa! Parecia até que
tínhamos transado! Garota dramática. É bem melhor assim, então meus planos
continuaram intactos.
Fui para a escola e sentei
em uma mesa que dava para ver e ouvir bem os setes pecados, que nesse momento
eram apenas três, Matt, Luc e Ash. Até Kris chega com Ceci.
– Oi pessoal, essa é a
Cecília. – Kristen sentou ao lado de Luc e Cecília continuou em pé.
– Pode sentar. – Falou
Mathews puxando a cadeira.
– Pensei que nós não
convidássemos qualquer um para sentar conosco. Essa mesa sempre foi exclusiva.
– Ela não é qualquer uma
Ashley. – Mathews se irritou.
– Mas Clarissa, está
gostando da escola? Eu sinto saudade do primeiro ano, não queria me formar
agora. – Ela mexia no cabelo. – Você repetiu alguma vez? Nem parece ser do
primeiro.
– Não pareço porque não
sou, e sim do terceiro. Eu estou na mesma turma de biologia com você.
– Ah. Já recebeu convite de
alguma universidade? – Falou ela sorrindo maliciosamente.
– Ainda é cedo. – Falou
Matt.
– Na verdade não, mas
pretendo ir para Universidade Columbia.
– Ótima universidade. Eu
já recebi convites de várias, inclusive dela, afinal eu sou uma aluna exemplar.
– Ashley se gabava.
– Ela seria considerada nerd se não fosse tão popular. – Jennifer chegou se
sentando ao lado de Ashley.
– Mas meus planos são
mesmo Oxford, sempre quis morar na Inglaterra.
– Deixa de se exibir
Ashley. – Falou Jennifer.
– Deixa mesmo, em Oxford
não se consegue entrar dormindo com o Heitor. – Disse Tyler se juntando ao
grupo.
– Você terá sorte se
entrar em uma faculdade qualquer, idiota. – Disse Ashley irritada.
– Parem, por favor, assim
vocês vão assustar a menina. – Falou Kristen.
– Desculpa Celina, mas
Tyler é um mal educado.
– Meu nome é Cecília.
– Tanto faz. Adorei seu
cabelo, é muito bonito. – Ashley era tão fútil.
– Obrigada. Tenho que ir
preciso falar com uma colega.
Ashley puxou seu braço e
sussurrou em seu ouvido:
– Cuidado com quem você fala;
você pode ter muito futuro aqui, só basta querer e saber agir e andar com as
pessoas certas. Quem sabe um oitavo pecado. – Ashley a soltou e sorriu.
Eu me levantei e seguir
Cecília, ela foi falar com Alice.
– Oi.
– Olha a senhorita perfeição
andando com os setes pecados, eu não sabia que existia o oitavo. – Alice falou
aos risos.
– Não existe. Mas eu amei
o cabelo liso. – Falou ela tocando no cabelo de Alice.
– Eu sei, dá um ar boa
moça. – Sorriu maliciosamente.
– Eu posso dormir na sua
casa hoje? É que minha mãe vai passar a noite no hospital e eu tenho medo de
ficar em casa sozinha.
– Tudo bem. Ela está
doente?
– Não, é médica.
– Ah, sim. – Ela riu. - Eu
vou falar com meus pais.
O sinal tocou, e eu tinha aula de Química. A Aula foi uma
droga, eu odeio a maldita química e o professor Taylor é um chato. Depois tive
minhas aulas preferidas de inglês, literatura, história e francês. E foi a aula
de francês a mais interessante, que é onde a professora Chastellain nos apresentou uma novata, Catherine Bennett. Ela tinha
um cabelo castanho com um corte chanel,
olhos verdes escuros, o nariz pequeno e a boca também,era baixa, magra, andava
como se estivesse dançando, o menino do meu lado disse que ela é bailarina.
Talvez fosse mais uma nova pecadora para a minha lista, ou talvez eu não
devesse me importar com ela.
Meu armário era do lado do
de Catherine. Mathews ia passando e ela ficou olhando até que resolveu falar.
– Mathews Woods.
Ele não teve nenhuma
reação. Ela puxou o braço dele.
– Vai fingir que não me
conhece?
– Eu não conheço.
– Eu já pedi desculpas.
– Quem disse que eu
aceitei.
– Seu orgulho ainda vai
acabar com você. – Ela tocou em sua mão e ele tirou no mesmo instante. – Eu não
tive culpa, eu ia contar para você, mas eu não queria te machucar.
– Mentindo machucou ainda
mais.
– Ele me obrigou.
– Vocês achavam que eu
nunca descobriria?
– Talvez. – Seus olhos se
enchiam de lágrimas.
– Por que você voltou
hein?
– Para implorar seu perdão.
– Ela chorava como um bebê. – Eu não vou conseguir viver em paz sem o seu
perdão.
– Que bom, espero que sua
vida se torne um inferno. – Ele saiu deixando-a chorando.
– Já é um inferno.
Ela foi embora. Eu fiquei
pensando no que tinha acontecido o que ele nunca perdoou. O que ela tinha?
Entre meus pensamentos me dei conta que estava sozinha na escola.
Eu passeava pelos corredores, era tão diferente aquilo
tudo vazio. Quando passei em frente o laboratório de biologia, não acreditei no
que vi. Arthur estava beijando a Srta. Potter, a nossa professora de biologia. Ela estava sentada na
mesa, só de sutiã e a saia levantada, ele estava em pé e sem camisa, ele estava
com uma mão na perna dela e a outra no seio. Ela começou a tirar a calça dele,
enquanto ele levantava ainda mais a sua saia. Resolvi parar de olhar, pois eles
poderiam perceber minha presença, e eu também não estava a fim de ver um pornô
ao vivo.
O Arthur e a Srta. Potter
não foi nenhuma surpresa. O que realmente me fazia perder o sono era o que
havia acontecido com Catherine e Mathews, o que o machucou tanto, quem era essa
Catherine, eu não sabia nada sobre ela.

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