sábado, 26 de maio de 2012

Amy



Promessas feitas por lábios enganosos, sorrisos falsos e beijos sem sabor. Blasfêmias saiam de seus lábios carnudos, em seu corpo estava tatuado o pecado e em suas correntes sanguíneas corria o veneno.
Não sentia culpa e não tinha medo do julgamento. Não esperava a redenção, não se preocupava em pagar suas dividas com o mundo.
Todos queriam Amy. Objeto de desejo, ela gostava de ser admirada, de ser desejada Se aproveitava de cada ocasião, enganava todos os habitantes da Terra sem medo. Todos os olhares estavam apontados para ela, todos queriam está ao lado dela, tocá-la nem que fosse por alguns segundos. Hipnotizadas por sua beleza. Mal sabiam que a maldade se esconde em rostos de porcelana com feições frágeis, ela está na mais linda das mulheres.
Amy estava escrava do próprio reflexo no espelho, não se lembrava que a beleza tem fim e agora o tempo estava contra ela. Embriagada de sangue. Estava sufocada por seus pecados. Amy agora tomava um gole do que ela mesma pagou.
Amy agora já não tinha mais nada para oferecer.

Doenças


Eu estou infectada por um vírus ainda não reconhecido, os meus pensamentos queimam e os medos somem. Estou tão doente. Sinto meu corpo vazio e minha mente se desligando aos poucos. Quero fugir dessa felicidade vazia, dessa maldita hipocrisia. Quero curar-me de todos os males.
Peste bubônica, câncer, pneumonia
Raiva, rubéola, tuberculose, anemia
Rancor, cisticircose, caxumba, difteria
Encefalite, faringite, gripe, leucemia
O coração ainda bate e o pulso ainda pulsa, mas alma já está morta e por fim não sinto nada. Doenças não erradicadas, doenças não consideradas doenças, doenças que não existem, meu corpo pede socorro, mas é minha alma que já morreu há tempos. Maldita hipocondria.
Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia
Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes, asma, cleptomania
Entretanto sempre possui um tratamento e a vida continua. Sentimentos são doenças sem cura. Porém o coração ainda bate e o pulso ainda pulsa. Dê-me remédios para curar minha alma, meu coração está a salvo, mas minha alma não quer mais habitar esse corpo medíocre, que embora incapaz ainda sobreviva.
Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia
Hérnia, pediculose, tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide, arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie, câimbra, lepra, afasia
Dores, misérias, fome e desespero. Quem se importa? A maioria não se importa; a maioria não sente nada. Quero acabar com esse egoísmo, quero extirpar todas as dores. Apesar de o meu corpo significar tão pouco, resiste a todas as enfermidades; todavia minha alma morre aos poucos e o mundo se perde em busca da cura da infelicidade.
E por fim o coração ainda bate o pulso ainda pulsa e eu sobrevivo.



PS: Releitura da música pulso do Arnaldo Antunes

Escolhas



Nós escolhemos ser quem somos? Eu não sei!
Eu não sei bem se escolhi ser quem sou. Ás vezes eu queria ser diferente, eu queria ser mais confiante, mais extrovertida, mas eu não consigo, parece ter algo que me trava, e isso não foi escolha minha. Eu mudei muito, mas certas coisas continuam as mesmas. Talvez essas coisas sejam a essência da minha existência ou não, eu simplesmente não sei.
Eu tive tantas tentativas de mudanças falhas e outras muito bem sucedidas, mas a maioria eu não escolhi. Dizem que cada um de nós tem o poder de mudança e que nós que controlamos como agimos, mas ás vezes a gente não pensa e acaba fazendo coisas idiotas. O que fazemos sem pensar demonstrar quem realmente somos? Eu não sei. O que me aborrece é não saber. Já dizia Sócrates: “Só sei que nada sei”.
Eu não escolhi ter medos, mas eu escolhi enfrentá-los. Eu fiz escolhas erradas que me arrependo até hoje, mas certas coisas simplesmente foram acontecendo e eu não tive chance de escolher. E essas coisas são que me tiram o sono.
Ás vezes eu não queria pensar, eu queria fechar os olhos e não pensar em nada, mas eu não consigo. Quando a gente quer não pensar, acaba se tornando algo difícil. Ás vezes eu queria sumir por um tempo, queria que o meu heterônimo se tornasse real e vivesse a vida por mim. Mas isso é impossível, afinal a Bloodie não passa de mim mesma, só que mais madura e menos confusa. É engraçado, quando eu incorporo minha personagem fica tudo mais fácil, é bem mais fácil escrever um texto sabendo que não terá meu nome no final e sim de um personagem criado.
Ás vezes eu queria perguntar para o Fernando Pessoa se quando ele criou seus heterônimos era por medo de expressa o que sentia como eu, mas que pena que eu não posso ligar para ele, afinal ele está morto.
Eu ainda não sei se escolhi ser quem sou, mas eu gosto de viver essa dualidade e das dúvidas que tenho. Talvez as respostas eu nunca encontre, mas também se eu encontrá-las qual seria a graça? Eu sou uma incógnita até para mim mesma.
Eu posso não saber o sentido intimo do universo, afinal Alberto Caeiro um dos heterônimos de Fernando Pessoa dizia que tudo isso é besteira, que não existe sentido. Talvez ele tenha razão, não exista sentido no universo, talvez o sentido de tudo e todas as respostas estejam em nós mesmos. Pois nós escolhemos em que acreditar, e eu escolhi acreditar em mim.




PS: Quando escrevi esse texto eu não sabia direito o que era o fenômeno heteronimia e nem havia estudado sobre Fernando Pessoa por isso posso ter cometido algum equivoco em relação a isso.

Adolescentes




Adolescentes pensam que sabem de tudo, mas não sabem de nada.
Mary saiu de casa sem saber que aquele era o ultimo dia de sua vida, ela pegou o skate e saiu, sem ao menos dar um beijo de despedida em sua mãe ou dizer que ama seu pai, afinal ela nunca disse. Ela continuou sua velha rotina, mas ao invés de uma prova ela levou dois tiros na cabeça. Ela nem conhecia o garoto, mesmo ele estudando com ela desde o jardim de infância.
Adolescentes pensam que sabem de tudo, mas não sabem de nada.
Pobre Susy! Tão bonita, mas não se respeitava, deixava os meninos fazerem o que quisessem com seu corpo. Ela buscava amor no lugar errado, pois não tinha quem a amasse em casa. Quem sabe ela ainda tivesse uma chance e poderia ter um futuro decente, pudesse se redimir dos pecados e encontrar alguém que a amasse. Desde que o pai se foi começou usar drogas, ela mal ia à escola, mas quando foi levou um tiro do menino com quem ela transou na noite passada.
Adolescentes pensam que sabem de tudo, mas não sabem de nada.
Bob queria parecer legal, então quebrava todas as regras, ele só queria que as pessoas o aceitassem. Mas ele não tinha amigos, e é difícil viver sem ninguém, então todos os dias ele pensava em suicídio. Pobre Bob, nunca teve com quem partilhar seus pensamentos, nunca teve ninguém para conversar. Ninguém quer ouvi suas dores? Ninguém quer saber se você está bem? Então o Bob revolveu se matar, mas ele não foi sozinho, levou duas meninas com ele, não escolheu a dedo, foi o acaso, elas só estavam no lugar errado na hora errada. Então Bob as matou, e depois deu um tiro em sua testa.
Adolescentes pensam que sabem de tudo, mas não sabem de nada.
Quem é o culpado pelas mortes? Pode dizer o que quiser, nenhuma palavra vai mudar a dor que todos estão sentindo. A culpa é do Bob? Ele não tinha culpa, tudo bem ele matou, mas todos viraram as costas, nada justifica o que ele fez, mas ninguém se importou com dor dele. Pode dizer o que quiser, mas suas palavras não vão acabar com a dor que estou sentindo.

Meus Textos


Encontre todos os meus textos nos site https://www.fanfiction.com.br/u/57330/

Agora eu percebo o quão inocente sou. Como pude acreditar que eu era única? Não me arrependo do que fiz, faria tudo de novo. O sexo tarde da noite, fumar cigarros enquanto ouvia Elvis. Só que sem a parte você, nós nunca deveríamos ter acontecido.
Eu era apenas uma garota a procura da liberdade e você um homem querendo mais outra diversão. Até ai tudo bem, mas a parte que a sua filha tem a minha idade isso incomoda, e que sua esposa é minha professora isso é ainda mais constrangedor. Até quando você iria me enganar? Antes de ir embora deixe a bebida, eu preciso me embriagar e esquecer que você existe, pelo menos por hoje à noite.
Eu acho que devo ir para casa dos meus pais, mas você disse que eu deveria sair de lá, espero que esse apartamento ainda seja meu. Ou você deu de presente para sua nova amante? Eu devo te pedir as copias das chaves ou entregar as minhas? Eu devo devolver o anel para sua esposa ou trocar por cigarros?
Atravesse a rua e espere morrer. Eu espero que sua esposa te mate ou que pelo menos que seja atropelado. Eu deixei tudo por você, achei que fosse mais maduro que os meus exs, mas nenhum dos pirralhos me fez tão mal. Como pude ser tão burra?
Eu devo te agradecer por você ter me feito uma vadia ou devo te denunciar por pedofilia? Não se preocupe, eu não vou chorar. Afinal você me fez perder tudo, agora eu não tenho mais nada a perder. Tudo que eu tinha era você, quer dizer, eu nunca o tive. Será que sua esposa se importa se eu for dormir lá hoje? Porque eu não tenho para onde ir essa noite, eu adoraria falar como foi boa a noite passada e contar sobre todos os presentes que me deu. Eu devo contar sobre a viagem para a França? Acho que ela adoraria ter conhecido.
Espero que não sinta falta do meu corpo, afinal era só isso que você queria. Mas acho que isso você encontra em qualquer esquina, por que não disse logo que queria uma vadia? Seria menos doloroso, eu não estaria agora presa a você.


Eu continuo vivendo nesse mundo perverso esperando encontrar amor em meio à escuridão do ódio. Será que o mundo está realmente perdido? Perguntei a árvore a minha frente, que pena que ela não possa responder, pois tudo que eu preciso é de respostas. Respostas que pareço não encontrar em meio a tanta dor e miséria. Só sobrou isso? Dor e Miséria? Parece que sim.
Eu queria não ter perdido minhas esperanças, mas ela já não está mais em mim. Ela foi embora como um pássaro depois de não encontrar comida. Como eu poderia alimentar minha esperança se o mundo não me dá comida?
Respondam-me qual a graça em fingir que está tudo bem? Não está tudo bem, porque o mundo tenta fingir isso? Eu cansei de criar mascaras e me calar diante do mundo. Eu queimei minhas mascaras junto com o meu silêncio, e agora só sobrou o fogo do ódio que eu estou sentindo. Eu não queria está odiando, mas o mundo não me deixa amá-lo, as pessoas não deixam.
Estamos todos caminhando ao fim, que parece nunca chegar. Estão todos esperando a redenção, e se ela não vier? Quem poderá nos salvar se não nos salvarmos? As soluções estão em nossas mãos, mas a sociedade nos fez tão ignorantes que não conseguimos enxergar isso. E vamos continuar jogando a culpa em alguém até que todos os pássaros estejam mortos.
Como você quer que eu voe? Se o mundo cortou minhas asas. Porque a sociedade me quer dentro de uma gaiola, porque ela não que eu salve o mundo, ela não quer que eu cante a verdade que ninguém quer ouvi.
Como você quer que eu enxergue? Se a televisão me deixou cega. Se ela me faz acreditar que tudo vai se resolver, e que no final tudo vai ficar bem como no ultimo capitulo da novela. Ela quer que eu acredite que o bem sempre vence o mal quando na verdade o mal quase sempre vence. Porque a “justiça” acredita que heróis são bandidos, e que terroristas são mocinhos. Que a cada dia essa “justiça” faz com que os maus sejam soltos, enquanto eu continuo presa na gaiola.
Como você quer que eu seja normal? Se eu enlouqueci procurando luz na escuridão da insanidade. Se toda a força e sanidade que eu tinha foram embora junto com minhas asas cortadas.
Agora quer que eu cante? Se minhas cordas vocais ficaram secas porque eu não encontrei água em lugar algum e os meus gritos de socorro só pioraram e ainda me deixaram surda.
Depois que minha esperança se foi à procura de um coração que irá alimentá-la, eu fiquei perdida entre a luta e o suicídio. Eu quero lutar, mas minhas forças se foram como um pássaro cansado a procura de um ninho, que nunca vai encontrar. Quais as opções que restam? Esperar a morte com dignidade sofrendo sem ninguém se importar? Ou suicidar-se a procura da cura de suas dores? Eu escolhi lutar, mas minhas forças se foram, e eu mal consigo andar, e não posso voar porque minhas asas foram cortadas, e continuo presa nessa maldita gaiola.
Como eu posso salvar o mundo? Se as pessoas que o habitam não querem ser salvas. Eu devo continuar caminhando em busca da salvação? Mas como irei tirar as pedras do meu caminho se não posso vê-las? Como irei ouvir o canto da salvação se fiquei surda? O que restou foi minha boca, mas minhas cordas vocais estão secas e ninguém me dá água, e a voz que sai da minha boca é tão baixa que ninguém pode ouvi.
Como eu posso salvar o mundo se não posso me salvar?



A Pequena Diferença


Estamos todos reclamando que o mundo é uma droga, que o nosso governo é uma droga, que a sociedade é uma droga, mas ninguém reparou que nós somos a droga. Que estamos tão viciados nessa droga, que só sabemos reclamar, e nada fazemos, eu mesma não faço. Sei que muitos agora estão se perguntando, o quão idiota eu sou de escrever esse texto e nada fazer, que todas as minhas palavras não vão mudar nada. Não se preocupe, eu tenho certeza disso, mas o motivo de minha revolta é porque eu não faço.
Eu sou apenas uma humana, como outra qualquer, sem poder algum, mas eu estou cansada disso, eu não sou uma vilã, eu não quero acabar com o mundo. Eu quero ajudar de alguma forma, mas só eu não adianta, eu tento fazer minha parte, mas eu sou tão pequena, que parece que não faz a menor diferença. Tudo o que eu queria era que todos nós fossemos essa pequena diferença, porque assim se tornaríamos grandes. Porque nós somos o futuro e me dar medo isso, porque esse futuro parece cada vez mais horrível, porque parece que nós adolescentes estamos nascendo sem consciência, e isso me revolta, sei que não são todos, porque a minoria tenta fazer alguma coisa, mas nós somos tão pequenas que parece não adiantar.
Quando você tenta fazer uma diferença, ninguém quer ouvir, todos estão ocupados reclamando que o mundo é uma droga, e não percebe que o culpado não é o mundo, somos nós. Porque somos nós que estamos o destruindo, nós somos o verdadeiro monstro, isso me machuca tanto. Mas ninguém se importa, os que se importam estão sendo mortos, e ninguém se importa com eles, estamos ocupados nos transformando em monstros. Se você quer ver tudo acabar, continue sem fazer nada, mas eu sou a pequena diferença que vai lutar, sei que esse texto não vai mudar nada, mas eu vou mudar, vou fazer minha parte, porque se todos nós fossemos essa pequena diferença, nós seriamos grandes. Mas provavelmente a maioria não vai se importar, não vai fazer nada, vão todos sentar e espera o mundo acabar, porque ele já está acabando, e não fazemos nada, porque estamos ocupados tentando arranjar culpados, mas nós somos os culpados, nós somos os monstros.
O mundo pede ajuda, vamos ajudar para que ele não morra, vamos ajudar quem precisa, vamos acabar com os monstros. Não fique ai sentado dizendo que nada pode fazer, porque se nós fossemos essa pequena diferença, nós unidos seriamos grande, e grande nós acabaríamos com os monstros. Você ainda quer deixar o mundo acabar? Eu não, eu vou ser a pequena diferença que vai tentar salva-lo.


SALVE THE POOR KIDS

A música


Quando eu te olhei
Você desviou o olhar
Quando eu peguei o violão
Você quis ir embora
Mas não foi
Continuou de costas
Fingindo não ouvir a música
Não é a música que dói
E sim meu coração que ainda está sangrando
Não é a melodia que é triste
E sim o que você fez comigo
Não é a letra que é forte
E sim eu que continuo aqui
Você sabia que aquela música
Acabaria com a sua noite
Porque nela está tudo o que você não quis ouvir
Nela está todo meu sofrimento
Estão todos os seus erros
Está toda a nossa história
Foi à única forma de te fazer ouvir
De te fazer perceber que dói
E te mostrar que meu coração ainda sofre
E te fazer perceber
Que eu não te quero mais
Que eu não sinto nada
Não é a música que dói
E sim seu coração
Que se arrepende.

Apenas a noite


Lembra das coisas horríveis que me disse?
Lembra quando eu acordei chorando no meio da noite?
Lembra de todo meu sofrimento? Pois é sua culpa
Porque você nunca me entendeu
Você me fez acreditar que tudo estava certo
Se algo ruim aconteceu
É porque tinha que acontecer
Lembra quando acabou com meus sonhos?
E hoje eu passo os dias contando as horas
Esperando que você vá embora
Só assim eu vou conseguir viver
Por sua culpa
Eu tenho medo da escuridão
Por sua culpa
Eu não saio à noite
Mas só à noite me faz sentir viva
Porque é ela que me livra de você
Apenas a noite
Leva meu medo embora
Por sua culpa
Eu me tranco do mundo
Por sua culpa eu choro
Porém a noite vem
E tudo de ruim vai embora
Você vai embora
Apenas a noite
Deixa eu me tornar
Quem realmente eu sou
Apenas a noite.

O que há de errado?


O que há de errado comigo?
Eu quero continuar ao seu lado
Eu quero continuar apaixonada pela minha tristeza
O que há de errado com você?
Parece que ainda não bebeu o suficiente
Pra dizer que me ama
O que há de errado conosco?
Parece que a noite passada não passou de um sonho
E pra você um terrível pesadelo
Eu nunca pensei que você fosse tão frio
Eu nunca saberia que seu coração era feito de pedra
Como eu poderia adivinhar
Que aquele beijo significaria todo meu sofrimento
E que daquele dia em diante
Tudo de bom que eu conhecia em você
Simplesmente sumiu
Mas eu não quero te esquecer
Eu não quero ir embora
Só queria ouvir de novo você dizer que me ama
Talvez eu deva te embriagar antes
Você ainda não bebeu o suficiente pra dizer que me ama.



Take Me Home


Se me amas
Leve-me para casa
Se quer ser meu heroi
Leve-me para casa
Porque essa noite
Eu quero me senti viva
Eu não vou mentir hoje
Essa noite eu não vou ficar aqui
Eu não vou te beijar
Porque o relógio marca meia noite
Então, leve-me para casa
E a verdade
É que eu não quero isso pra mim
Porque essa noite
Eu preciso exorcisar meu coração
Saiba como é triste
Ver as máscaras cairem
E perceber que não conhece as pessoas
Porém é chato
Descobrir quem é o vampiro
Depois que as cortinas se fecham
Então, se ainda quer ser meu heroi
Leve-me para casa
Porque só assim eu vou encontrar a paz
Eu vou me livrar dos meus demônios
Eu vou encontrar a paz
Essa noite
Eu vou olhar para o céu
E perceber que o amor ainda existe
Mesmo as pessoas não sabendo disso
Porque essa noite
Eu pude conhece-las
Essa noite
Eu pude ver quem ralmente são
A nossa dignidade foi colocada em prova
E a maioria a perdeu
Mas a minha continua aqui
Eu não quero mais ficar com você
Eu não consigo nem olhar-lo
Tudo o que eu quero é ir para casa
Então, leve-me para casa.