sábado, 26 de maio de 2012


Eu continuo vivendo nesse mundo perverso esperando encontrar amor em meio à escuridão do ódio. Será que o mundo está realmente perdido? Perguntei a árvore a minha frente, que pena que ela não possa responder, pois tudo que eu preciso é de respostas. Respostas que pareço não encontrar em meio a tanta dor e miséria. Só sobrou isso? Dor e Miséria? Parece que sim.
Eu queria não ter perdido minhas esperanças, mas ela já não está mais em mim. Ela foi embora como um pássaro depois de não encontrar comida. Como eu poderia alimentar minha esperança se o mundo não me dá comida?
Respondam-me qual a graça em fingir que está tudo bem? Não está tudo bem, porque o mundo tenta fingir isso? Eu cansei de criar mascaras e me calar diante do mundo. Eu queimei minhas mascaras junto com o meu silêncio, e agora só sobrou o fogo do ódio que eu estou sentindo. Eu não queria está odiando, mas o mundo não me deixa amá-lo, as pessoas não deixam.
Estamos todos caminhando ao fim, que parece nunca chegar. Estão todos esperando a redenção, e se ela não vier? Quem poderá nos salvar se não nos salvarmos? As soluções estão em nossas mãos, mas a sociedade nos fez tão ignorantes que não conseguimos enxergar isso. E vamos continuar jogando a culpa em alguém até que todos os pássaros estejam mortos.
Como você quer que eu voe? Se o mundo cortou minhas asas. Porque a sociedade me quer dentro de uma gaiola, porque ela não que eu salve o mundo, ela não quer que eu cante a verdade que ninguém quer ouvi.
Como você quer que eu enxergue? Se a televisão me deixou cega. Se ela me faz acreditar que tudo vai se resolver, e que no final tudo vai ficar bem como no ultimo capitulo da novela. Ela quer que eu acredite que o bem sempre vence o mal quando na verdade o mal quase sempre vence. Porque a “justiça” acredita que heróis são bandidos, e que terroristas são mocinhos. Que a cada dia essa “justiça” faz com que os maus sejam soltos, enquanto eu continuo presa na gaiola.
Como você quer que eu seja normal? Se eu enlouqueci procurando luz na escuridão da insanidade. Se toda a força e sanidade que eu tinha foram embora junto com minhas asas cortadas.
Agora quer que eu cante? Se minhas cordas vocais ficaram secas porque eu não encontrei água em lugar algum e os meus gritos de socorro só pioraram e ainda me deixaram surda.
Depois que minha esperança se foi à procura de um coração que irá alimentá-la, eu fiquei perdida entre a luta e o suicídio. Eu quero lutar, mas minhas forças se foram como um pássaro cansado a procura de um ninho, que nunca vai encontrar. Quais as opções que restam? Esperar a morte com dignidade sofrendo sem ninguém se importar? Ou suicidar-se a procura da cura de suas dores? Eu escolhi lutar, mas minhas forças se foram, e eu mal consigo andar, e não posso voar porque minhas asas foram cortadas, e continuo presa nessa maldita gaiola.
Como eu posso salvar o mundo? Se as pessoas que o habitam não querem ser salvas. Eu devo continuar caminhando em busca da salvação? Mas como irei tirar as pedras do meu caminho se não posso vê-las? Como irei ouvir o canto da salvação se fiquei surda? O que restou foi minha boca, mas minhas cordas vocais estão secas e ninguém me dá água, e a voz que sai da minha boca é tão baixa que ninguém pode ouvi.
Como eu posso salvar o mundo se não posso me salvar?



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